montmartre
foi assim que tu pensaste que eu viveria,
vestindo o outono
e mesmo assim perambulando nas
e mesmo assim perambulando nas
ruas inflamadas pela beleza efêmera
das pétalas de rosa.
das pétalas de rosa.
tocando na vitrola aquela música
que tu odiavas e eu dançava
que tu odiavas e eu dançava
porque nada me faria mais feliz
do que estar ali.
do que estar ali.
o passado não mais me enfraquecia,
mesmo assim eu empurrava-o para longe
mesmo assim eu empurrava-o para longe
das laterais das minhas lembranças.
escreveste trezentos
e sessenta e seis poemas
em um ano,
em um ano,
cada um deles simbolizando uma parte
do meu corpo.
do meu corpo.
eu acendi todas as vezes uma vela
para te esquentar nas noites frias.
nenhum mapa nunca correspondeu
ao caminho certo pelo qual
eu percorria.
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